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Umbral? Cruz, credo! Longe de mim!

“Pra lá eu não vou de jeito nenhum.” Assim se expressou um amigo meu, iniciante na doutrina espírita, ao tomar conhecimento dessa zona espiritual sombria que circunda o planeta Terra. Ele ainda não sabia que esse destino não é uma escolha pessoal. Tudo vai depender da densidade espiritual de cada um, resultado daquilo que se fez durante a vida terrena. Alguns espíritos passam lépidos e faceiros pela região umbralina, após a morte do corpo físico. Outros, ao contrário, não conseguem ultrapassa-la e ficam ali retidos por determinado tempo, até se depurarem das energias negativas que atraíram para si.

Segundo o Novo Aurélio – O Dicionário da Língua Portuguesa – a palavra umbral foi tomada do espanhol e significa soleira, limiar, entrada. Em 1944, o espírito André Luiz, pela mediunidade de Chico Xavier, trouxe a público um outro significado dado a essa palavra na colônia espiritual “Nosso Lar”, onde ele teve que viver por alguns anos, depois do seu falecimento. Em seu livro, também chamado Nosso Lar, o espírito conta como ouviu falar do Umbral pela primeira vez, já no outro lado da vida, quando o enfermeiro Lísias lhe dava as primeiras informações sobre essa região onde existe grande perturbação e sofrimento. O Umbral – disse o enfermeiro – começa na crosta terrestre. É a zona obscura de quantos no mundo não souberam cumprir com seus deveres sagrados, demorando-se no vale da indecisão ou no pântano dos erros numerosos… O Umbral funciona, portanto, como região destinada ao esgotamento de resíduos mentais negativos. Tudo o que existe no plano espiritual é criado pela mente dos espíritos encarnados e desencarnados. Sempre que pensamos, nossa mente dispara um processo pelo qual somos capazes de moldar as energias mais sutis do universo, criando formas que correspondem exatamente àquilo que somos intimamente.

Não se tratando de uma criação de Deus, o Umbral é gerado pela mente dos homens, reflexo de nossos sentimentos e necessidades de aprendizado. Em outro livro, ” Os Mensageiros”, André Luiz conta a história de vários moradores da colônia “Nosso Lar” que passaram pelas “zonas inferiores” após a morte do corpo físico. Todos voltaram para “Nosso Lar”, mas não sem antes passarem pelo Umbral, para drenar energias negativas acumuladas numa vida de descaso e irresponsabilidade com a própria consciência. Isso é necessário para o bem do próprio espírito,a fim de que ele possa se livrar de energias espirituais altamente tóxicas que desequilibram e bloqueiam sua mente para energias mais saudáveis. E, obviamente, também perturbariam os ambientes mais equilibrados, caso fossem levados para lá nesse estado. Não se trata de punição ou banimento, mas de tratamento justo e necessário.

Autor: Pedro Fagundes Azevedo, ex-presidente da Legião Espírita de Porto Alegre

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