quinta-feira , outubro 19 2017
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Um Efeito da Prece

Há um bom tempo atrás, no último quartel do século passado, vivenciamos uma experiência no campo da prece que até hoje se faz presente em nossa memória.

Depois de uma semana em viagem profissional, nos preparávamos para o retorno juntamente com dois companheiros. Carregávamos uma camionete com todos os aparatos e equipamentos necessários à atividade desenvolvida, quando ouvimos, no íntimo da alma, uma solicitação para que entrássemos em prece.

A princípio não compreendemos a necessidade da indicação, mas, aquietamo-nos, entrando em estado de prece, concomitantemente ao trabalho a ser realizado.

Terminada a carga, e tendo engatado uma carreta à camionete, iniciamos a viagem de retorno.

Um veículo grande, com peso na traseira e arrastando uma carreta, deixa o volante leve, e por isso difícil de ser controlado exigindo muita atenção e perícia.

Depois de algumas dezenas de quilômetros percorridos, um dos pneus estourou eliminando toda sua estabilidade do veículo colocando-nos em risco iminente. Com muito esforço e concentração nosso companheiro motorista controlou o veículo, parando-o no acostamento.

Foi um susto enorme, com alta carga emocional em jogo, e que exigiu muitos minutos para recuperação dos sentidos.

Meditando a respeito, ao retomarmos da viagem, é que ligamos uma coisa à outra. A prece indicada era no sentido de nos proteger de consequências mais graves.

Aprendemos com a Doutrina Espírita tudo sobre a prece e seus efeitos. Como fazê-la, e em que condições, os tipos de preces, sua eficácia, enfim. É só pesquisar, seja em O Livro dos Espíritos, seja no Evangelho Segundo o Espiritismo, ou em O Livro dos Médiuns, entre outras obras doutrinárias.

Nosso Senhor Jesus Cristo, em Seu evangelho, preconiza a prece, depois da vigilância mental, orientando-nos inclusive para fazê-la pelos nossos inimigos e por aqueles que nos perseguem e caluniam.

Ora, se o próprio Cristo a indica, tendo inclusive ensinado o Pai Nosso como modelo maior, é porque a prece produz efeito, e efeito benéfico, portanto em sintonia com a Lei de Amor, e o Amor haverá sempre de diminuir as consequências do mal, quando não, eliminá-lo totalmente. Aquela experiência comprovou isso.

Desde então, intensificamos o esforço para manter o estado mental positivo, no esforço contínuo para nos vincularmos aos Bons Espíritos, que sempre são atraídos pela prece sincera, ora louvando, ora pedindo, mas sempre agradecendo. E só temos colhido bons resultados, sempre encontrando forças para enfrentarmos as provas e expiações inerentes à nossa reencarnação.

Aquela ocorrência era inevitável, mesmo porque, se fomos “avisados” era porque estava programada, porém, não conseguimos identificar o que aconteceria de mais grave se não tivéssemos orado, e com a mais absoluta certeza íntima podemos afirmar que o resultado seria muito triste.

Fazer a prece foi, portanto, o suficiente para conquistar o mérito necessário para evitarmos o mal maior. E foi com muito pouco esforço que a fizemos.

Hoje estamos convencidos de que, se somarmos ações no bem à prece, conforme aprendemos com a Doutrina Espírita, tornando nosso comportamento um estado de prece contínua, porque toda ação começa no pensamento que a impulsiona, modificaremos rapidamente nossas vidas para melhor, em suas múltiplas possibilidades.

Pensemos nisso.

Antônio Carlos Navarro

Sobre Antonio Carlos Navarro

Espírita de São José do Rio Preto - SP Frequentador e Dirigente do Centro Espírita Francisco Cândido Xavier em São José do Rio Preto, SP. Estudioso, palestrante e editor de inúmeros textos e conteúdo Espírita Gênero de livros Espírita que prefere: Mediunidade, Doutrinário Iniciou seus primeiros contatos com a Doutrina Espirita: 1986

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