sexta-feira , novembro 17 2017
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Um assassinato Bárbaro: como reagir?

Fico chocado toda vez que vejo a notícia de um crime, de um assassinato. Realmente é algo que nos causa grande comoção e compaixão pelas vítimas, e seus familiares. Mas o dia que essa comoção passar para o campo da normalidade em se achar que podemos cometer ato igual contra o criminoso, estaremos retrocedendo na escala evolutiva do espírito pensante: iremos contra o que Jesus nos ensinou, quando nos corrigiu a respeito da lei de talião, ou o “olho por olho, dente por dente”.

Não sou hipócrita em afirmar que eu nunca tomaria uma atitude de vingança contra alguém que um dia porventura venha cometer um crime contra pessoa que amo. Talvez eu faria algo pior com o sujeito, pois sou imperfeito também, e não cogito que agiria como alguém já mais evoluído.

Mas não posso deixar de recordar que o Cristo veio nos ensinar a lei de amor, quando nos afirmou “oferecer a face direita, quando lhe baterem na esquerda”, em claro sinal de trégua ao mal, a fim de que ele não seja perpetuado. Não defendo bandido, muito pelo contrário, sou o primeiro a querer vê-lo capturado, preso e condenado pelo seu crime. Mas não posso achar normal pregar a morte à ele, ainda mais realizada pela justiça (falha) dos homens.

Isso eu digo para que não nos tornemos (a curto prazo) idênticos aos criminosos.

Uma vez Gandhi disse “se continuarmos no olho por olho dente por dente, logo todos estaremos cegos”, e acrescento: e desdentados também.

Posso imaginar a dor de quem perdeu seu ente querido. Até compreendo se um familiar ir lá e “fazer justiça com as próprias mãos”, mas todos devemos nos unir para irmos em busca de penas mais duras, como por exemplo prisão perpétua com trabalho obrigatório para quem comete crimes hediondos.

Mas pena de morte, isso não. Não posso concordar com isso. Se eu for conivente com esta afirmativa, vou contra o que creio que seja o correto: o ensinamento de Jesus, que JAMAIS deixou em sua passagem pela Terra qualquer aconselhamento que nos induzisse a matar alguém.

Deixo meu abraço a todos, desejando que compreendam minha visão, e que saibam que fico chocado sempre quando vejo um irmão atentando contra a vida do outro. Isso pode acontecer com qualquer um de nós, e espero que logo isso acabe, que nenhuma pessoa mais cometa este ato bárbaro.

E que nós também não cometamos, nunca.

Oceander Veschi

Sobre Oceander Veschi

Oceander Veschi
Oceander Veschi é fisioterapeuta e acupunturista e atua em diversos trabalhos da Doutrina Espírita. Casado com Stela Onishi e pai de Lara e Lívia.

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