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Traumas psicológicos

No livro O Homem Integral, ditado pela Benfeitora Joanna de Ângelis ao médium Divaldo Pereira Franco, encontramos esclarecimentos e orientações de grande utilidade para nós outros, no tocante a presença dos conflitos no íntimo do ser humano.

Diz a Benfeitora:

“Sem dúvida, desde o momento da vida extra-uterina, há um grande choque na formação psicológica do bebê, ao qual se adicionam outros inumeráveis, decorrentes da educação deficiente no lar e no grupamento social.”.

Admitindo a possibilidade dos traumas, por conta das condições espirituais e das vicissitudes da vida de encarnado a que o Espírito está exposto, Joanna de Ângelis esclarece que:

“Nessas circunstâncias adversas para a formação psicológica do homem, devemos convir que as suas causas precedem a existências anteriores, que formaram as estruturas da individualidade ora reencarnada, responsáveis pelas resistências ou fragilidades dos componentes emocionais.”

Raciocinando a respeito, devemos nos lembrar que os Espíritos vinculados ao atual momento planetário mostram-se ainda bastante imaturos diante da finalidade maior a que estão destinados.

A caminho da perfeição, objetivo demarcado por Deus, e ainda mais próximos do início da caminhada do que do seu final, o perfil psicológico médio da humanidade mostra-se bastante frágil sujeitando-se a traumas de toda sorte e que poderão influenciá-lo negativamente diante dos desafios da jornada.

Continua a Benfeitora:

“Por enquanto, o indivíduo não se conhece, apresentando-se como se fora uma máquina com as suas complicadas funções, que busca automatizar.
É indispensável, assim, que tome consciência de si, o que lhe independe da inteligência, da atividade de natureza mental.”.

Ou seja, é preciso dar-se conta do que se é, diante da vida e diante do Criador, e qualquer um pode fazê-lo, e em consequência,

“A consciência se expressa em uma atitude perante a vida, um desvendar de si mesmo, de quem se é, de onde se encontra, analisando, depois, o que se sabe e quanto se ignora, equipando-se de lucidez que não permite mecanismos de evasão da realidade. Não finge que sabe, quando ignora; tampouco aparenta desconhecer, se sabe. Trata-se, portanto, de uma tomada de conhecimento lógico.”.

Disse o senhor Jesus que conhecendo a verdade, ela nos libertaria, e ao analisarmos as palavras da Benfeitora, lembramo-nos do exercício proposto por Santo Agostinho em respostas relativas às questões novecentos e dezenove e novecentos e dezenove “a” de O Livro dos Espíritos, onde nos aconselha a nos conhecermos, e analisarmos as consequências de nossas ações, propondo, a partir da conscientização, uma nova atitude comportamental, que é exatamente o que a Benfeitora propõe acima.

Sem a ilusão causada pelo imediatismo, e pela conquista sem esforço,

“Esses momentos de consciência impõem exercício, até que sejam aceitos como natural manifestação de comportamento. Para tanto, devem ser considerados os diversos critérios de duração, de frequência e de largueza, como de discernimento… Factível estabelecer-se uma programação saudável.”

E Joanna de Ângelis conclui:

“O homem amargurado, que se faz vítima dos conflitos, deve aprender a resolver os desafios do momento, despreocupando-se das ocorrências traumáticas e gerando novas oportunidades. As suas propostas para amanhã começam agora, não aguardando que o tempo chegue, porque é ele quem passará pelas horas e chegará àquela dimensão a que denomina futuro.”

Pensemos nisso.

Antônio Carlos Navarro

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Nota do Editor:

Imagem em destaque (pintura “O Grito”) disponível em <http://sorintata.ro/wp-content/uploads/2015/06/scream.jpg>. Acesso em 29SET2015. Segundo a Wikipédia: “O Grito (no original Skrik) é uma série de quatro pinturas do norueguês Edvard Munch, a mais célebre das quais datada de 1893. A obra representa uma figura andrógina num momento de profunda angústia e desespero existencial. O plano de fundo é a doca de Oslofjord (em Oslo) ao pôr-do-Sol. O Grito é considerado como uma das obras mais importantes do movimento expressionista e adquiriu um estatuto de ícone cultural, a par da Mona Lisa de Leonardo da Vinci.”.

Sobre Antonio Carlos Navarro

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Espírita de São José do Rio Preto - SPFrequentador e Dirigente do Centro Espírita Francisco Cândido Xavier em São José do Rio Preto, SP. Estudioso, palestrante e editor de inúmeros textos e conteúdo EspíritaGênero de livros Espírita que prefere: Mediunidade, DoutrinárioIniciou seus primeiros contatos com a Doutrina Espirita: 1986

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