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Tempo é dinheiro!

A dinâmica da vida moderna tem levado os seres humanos a uma vida de tal forma corrida, que não se consegue experimentar, proveitosa e conscientemente, o fluir das horas para as suas reais necessidades.

Envolvidos pela materialidade e induzidos pelo instinto de sobrevivência e manutenção da espécie, temos nos deixado levar pelo entendimento que o progresso material e a posição social são os nossos reais objetivos de vida.

Isso é um engano, mas esse só é identificado sob a ótica do espírito imortal, conforme se depreende do ensino dos espíritos superiores que ditaram O Livro dos Espíritos:

“Qual é o objetivo da encarnação dos Espíritos?
– A Lei de Deus lhes impõe a encarnação com o objetivo de fazê-los chegar à perfeição…” (1)

A perfeição a que se referem os Benfeitores Espirituais não significa conquista de posses materiais e condições sociais diferenciadas, uma vez que o objetivo real é o progresso moral do espírito, portanto, tudo o que se relaciona à posse material e as posições sociais tornam-se ferramentas existenciais.

Há um pensamento interessante a respeito do engano que cometemos em relação aos objetivos que temos sustentado enquanto na vida física:

“Os homens perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem o dinheiro para recuperar a saúde. E por pensarem ansiosamente no futuro esquecem do presente de forma que acabam por não viver nem no presente nem no futuro. E vivem como se nunca fossem morrer… e morrem como se nunca tivessem vivido.”(2)

Como se trata de questão espiritual, com impacto direto na consciência do espírito imortal, este, uma vez de retorno ao mundo espiritual após mais uma existência física, obrigatoriamente se sujeita ao balanço consciencial para apuração do progresso moral conquistado, e é justamente daí que surgem as aflições mais difíceis de serem vivenciadas pelo espírito desencarnado, quando se depara com os enganos cometidos e o tempo consumido com eles.

A respeito desses enganos, Francisco Cândido Xavier teve a oportunidade de dizer que:

“A questão mais aflitiva para o espírito no Além é a consciência do tempo perdido.” (3)

Fica claro, portanto, que “tempo não é dinheiro”, mas valiosa oportunidade de crescimento espiritual, quando devidamente aproveitado, utilizando-se de todas as possibilidades materiais e sociais que nos são concedidas pela Providência Divina, sempre em consonância com a Lei de Amor.

Pensemos nisso.

Antônio Carlos Navarro

Referências:
(1) O Livro dos Espíritos, questão 132;
(2) Jim Brown. Nota: Muitas vezes atribuído ao Dalai Lama, o trecho é uma adaptação de uma parte do texto de Jim Brown chamado “Sonhei que tive uma entrevista com Deus”. Disponível em <http://pensador.uol.com.br/frase/MzgwOTI/>. Acesso em 28MAR2016;
(3) Disponível em <http://pensador.uol.com.br/frase/MjY5MDg0/>. Acesso em 28MAR2016.

Nota do editor:
Imagem ilustrativa e em destaque disponível em
<http://www.goodfon.su/wallpaper/priroda-chasy-pesok-plyazh.html>. Acesso em: 29MAR2016.

Sobre Antonio Carlos Navarro

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Espírita de São José do Rio Preto - SPFrequentador e Dirigente do Centro Espírita Francisco Cândido Xavier em São José do Rio Preto, SP. Estudioso, palestrante e editor de inúmeros textos e conteúdo EspíritaGênero de livros Espírita que prefere: Mediunidade, DoutrinárioIniciou seus primeiros contatos com a Doutrina Espirita: 1986

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