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Somos todos Responsáveis pela Delinquência e Criminalidade

Tornaram-se criminosos inveterados na Terra e no Além, porque foram vítimas do crime delinquente do egoísmo da sociedade.”(1)

Tenho centenas de amigos espíritas no facebook. Muitas vezes fico assustado com a quantidade de publicação de ódio contra os pobres e criminosos. Os criminosos ricos são um pouco poupados, mas os pobres…

O ódio cega e impede a visão da realidade.

E na esteira desse ódio, vemos publicações de apoio a políticos que o incentivam por meio de propostas populistas como armamento da população e pena de morte.

Isso posto, lembrei-me do mestre kardec, notadamente da questão 813 de “O Livro dos Espíritos”.

Questão 813. Há pessoas que, por culpa sua, caem na miséria. Nenhuma responsabilidade caberá disso à sociedade? (g.n)

“Mas, certamente. Já dissemos que a sociedade é muitas vezes a principal culpada de semelhante coisa. Demais, não tem ela que velar pela educação moral dos seus membros? (….) (g.n)

Outrossim, Kardec, sob orientação dos Mestres Espirituais, faz o seguinte comentário à questão 685:

“Não basta se diga ao homem que lhe corre o dever de trabalhar. É preciso que aquele que tem de prover à sua existência por meio do trabalho encontre em que se ocupar, o que nem sempre acontece. Quando se generaliza, a suspensão do trabalho assume as proporções de um flagelo, qual a miséria. A ciência econômica procura remédio para isso no equilíbrio entre a produção e o consumo. Mas, esse equilíbrio, dado seja possível estabelecer-se, sofrerá sempre intermitências, durante as quais não deixa o trabalhador de ter que viver. Há um elemento, que se não costuma fazer pesar na balança e sem o qual a ciência econômica não passa de simples teoria. Esse elemento é a educação, não a educação intelectual, mas a educação moral. Não nos referimos, porém, à educação moral pelos livros e sim à que consiste na arte de formar os caracteres, à que incute hábitos, porquanto a educação é o conjunto dos hábitos adquiridos. Considerando-se a aluvião de indivíduos que todos os dias são lançados na torrente da população, sem princípios, sem freio e entregues a seus próprios instintos, serão de espantar as consequências desastrosas que daí decorrem? A desordem e a imprevidência são duas chagas que só uma educação bem entendida pode curar.”

No Capítulo X do livro “Devassando o Invisível”, da extraordinária médium Ivonne Pereira, encontramos seríssimas advertências a respeito de nossa responsabilidade com a criminalidade, quando desdobrada se vê num local onde se situavam inúmeros homens que foram bandidos na Terra. O mentor explica para Ivonne que esses Espíritos, mesmo desencarnados, continuam a praticar crimes:

“A estes e a seus congêneres deve a sociedade do Rio de Janeiro grande percentagem dos acidentes que ocorrem diariamente nas vias públicas e domicílios: atropelamentos, quedas, quebraduras de braços e pernas,  queimaduras, suicídios, homicídios, brigas….E’ a atmosfera em que vivem e se agitam, porque já eram afins com ela antes de passarem para a vida invisível. E’ o que constantemente inspiram, sugerem e incitam, encontrando no homem um colaborador passivo, que facilmente se deixa dominar por suas terríveis seduções.”

Ivonne Pereira pergunta então ao Mentor por que é permitido ocorrer tais monstruosidades. A resposta do Mentor é firme e muito precisa em argumentos:

– “Minha querida irmã! – explicou, veemente -, será oportuno considerar que, da mesma forma, monstruosidade será a sociedade deixar um órfão, ou um filho de pais miseráveis ou delinquentes, criar-se ao abandono pelas ruas… E a sociedade o faz, agora, e o fez com estes mesmos que estás vendo aqui (desencarnados). Monstruosidade será também omitir providência humanitária para que o jovem abandonado, ou o pobre, se instrua, eduque e habilite de modo a furtar-se à humilhação da ignorância, prendando-se na escola do dever e da honestidade…

No entanto, estes que aqui vemos (desencarnados) foram banidos pela sociedade, que lhes não facilitou escola, nem educação, nem exemplos bons, senão a dureza de coração com que os tratou… Não se instruíram porque não tiveram meios de remunerar professores, e as escolas públicas nem sempre são acessíveis aos deserdados, como estes foram. Não puderam educar-se porque o lar é que modela os caracteres, e eles, desde a infância, viveram perambulando pelas ruas… Tal como os vemos, são ainda frutos  da sociedade.

Tornaram-se criminosos inveterados na Terra e no Além, porque foram vítimas do crime delinquente do egoísmo da sociedade…”(g,n)

Vamos estudar a Doutrina Espírita e refletir um pouco mais?

Fernando Rossit

(1) Devassando o Invisível, Capítulo X, Ivonne Pereira

Sobre Fernando Rossit

Fernando Rossit é funcionário público e reside em São José do Rio Preto. Espírita desde 1978, atua em várias tarefas nas casas espíritas "Associação Espírita Allan Kardec" e "Centro Espírita Irmão Gerônimo".

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