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Quando nós mesmos Somos o Obsessor

Sabemos que espíritos obsessores podem nos prejudicar e sugar nossas energias.

No entanto, muitas vezes nós mesmos somos os obsessores das outras pessoas.

Somos os obsessores quando desejamos fazer prevalecer nossas idéias e impor nossas verdades a outrem.

Somos os obsessores quando criticamos, julgamos o condenamos o outro sem pleno conhecimento de causa.

Somos os obsessores quando temos ciúme e queremos obter a posse do outro.

Somos os obsessores quando batemos o pé e forçamos o outro a seguir a nossa vontade.

Somos os obsessores quando exigimos que o outro faça por nós algo que nos cabe fazer.

Somos os obsessores quando desejamos vencer uma discussão, instituir nossas verdades e firmar nosso ponto de vista.

Somos os obsessores quando burlamos o livre arbítrio alheio e o fazemos trilhar o caminho que nós julgamos correto.

Somos os obsessores quando tentamos ajudar sem nos preocupar no que é melhor para o outro, mas sim seguindo apenas o que nós acreditamos ser o melhor.

Somos os obsessores quando desejamos comprar o afeto das pessoas com presentes, regalias, benesses e mimos, esperando sempre algo em troca.

Somos os obsessores quando não permitimos que o outro cresça, se desenvolva, para não se tornar melhor do que nós.

Somos os obsessores quando fazemos tudo pelo outro e não permitimos que ele faça, erre e aprenda sozinho.

Somos os obsessores quando vomitamos um longo falatório desordenado e fútil acreditando que o outro tem obrigação de nos ouvir.

Somos os obsessores quando não damos espaço para o outro, o prendemos, o sufocamos, podamos seus movimentos, cobramos, oprimimos, sem permitir sua independência.

Somos os obsessores quando acreditamos que o outro deve corresponder aos nossos padrões, nossos modelos, nossa religião, nossos costumes, nossas crenças e nosso ideal de ser.

Somos os obsessores quando geramos milhares de conflitos, discórdias e desunião, quando criamos confusão, intrigas, fofocas e distorcemos a realidade para prejudicar o outro.

Somos os obsessores quando dissemos uma coisa ao outro e fazemos outra, enganando, omitindo e dissimulando.

Somos os obsessores quando vivemos reclamando e acreditamos que o outro tem obrigação de aguentar nossas lamúrias.

Somos os obsessores quando elogiamos para manipular, louvamos para enganar, enchemos o ego do outro para confundi-lo a fazer o que queremos.

Somos os obsessores quando fazemos do outro a nossa vida e depois ficamos magoados quando ele se afasta deixando um buraco em nosso peito, um vazio existencial e uma profunda infelicidade.

Procure a vida em você mesmo. Não seja mais um obsessor do outro.

Não dependa de ninguém para ser feliz. Não fique sugando as pessoas.

Não acredite que o obsessor é sempre o outro…

Há sempre algo de obsessor em nós mesmos.

Autor desconhecido

Sobre Fernando Rossit

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Fernando Rossit é funcionário público e reside em São José do Rio Preto. Espírita desde 1978, atua em várias tarefas nas casas espíritas "Associação Espírita Allan Kardec" e "Centro Espírita Irmão Gerônimo".

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