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– Pai, a vida é dinheiro?

– Pai, a vida é dinheiro?

Essa foi a pergunta de Renato, meu filho, quando voltávamos para casa.

-Por que, filho, você pergunta isso?

-Sabe, pai, tudo a gente tem que pagar, tirar a carteira e pegar dinheiro.

-Não, filho, A VIDA É AMOR.

Calou-se, porque não entendeu a extensão do significado em face da sua idade.

Nesse momento, lembrei-me e perguntei, como sempre faço: – Filho, colocou o cinto de segurança?

-Não, pai….- vou colocar.

Foi a “deixa” que precisava para expressar-me melhor.

-Filho, disse, isso é amor. Papai te ama e preocupou-se com sua segurança e sua vida. Quem ama cuida, entendeu?

-Ah!, agora sim. Amor é cuidar, né, Pai.

– Sim, filho, quem ama, cuida. E continuei: – Você percebeu, que não precisamos do dinheiro para amar?

Ah, essas crianças….

 

Esta pequena história que aconteceu comigo, é material para profundas reflexões.

Se formos, com sinceridade, fazer uma análise de nossa vida, das coisas mais importantes que possuímos, vamos verificar que não tem dinheiro que compra. O amor dos filhos, dos pais, amigos verdadeiros, a saúde, a natureza, a paz interior, a felicidade…..Os Espíritos amigos não se cansam de afirmar que a felicidade é uma condição íntima, construída por nós com a semente do amor que plantamos em nossos corações. Não obstante, a buscamos no exterior, nos bens materiais que “possuímos”, nas vantagens transitórias que o mundo pode nos oferecer.

O que o dinheiro pode fazer por nós em algumas situações que enfrentamos na vida, tais como: desencarnação de um filho, fim de um casamento, perda de entes queridos, amigos verdadeiros, alegria espiritual, paz interior, saúde, filhos dependentes químicos, obsessão? Nada, absolutamente, nada!

A maior provação que já passei até agora na minha vida, dinheiro nenhum poderia solucionar. Talvez até tivesse precipitado o fato.

Conheço pessoas que ganham um salário mínimo e que são muito mais felizes que outras riquíssimas que tenho amizade. Estão sempre de bem com a vida, de nada reclamam, fazem churrasco todo fim de semana com carne de segunda e tomam a cerveja mais barata. Mas possuem aquele sorriso no rosto de quem realmente é feliz, está ali estampado.

Busquemos olhar para baixo, para as dores e sofrimentos de verdade, antes de ficarmos exigindo aquilo que ainda não merecemos ter. Nunca nos esqueçamos que não são as coisas e as pessoas que nos cercam que nos fazem infelizes e ,sim, nossa incúria, nosso orgulho, egoísmo, a inveja, a maledicência, o ciúme, a vaidade – enfim, nossos defeitos. Somente a prática do amor nos ensinado por Jesus poderá nos oferecer a paz e a felicidade que nossa condição espiritual comporta aqui na Terra.

Sofrimento é uma condição natural para nosso crescimento. Saibamos aproveitar a lição.

Desta forma, rico e pobre passam pelas mesmas ou parecidas dificuldades.

Pensemos nisso: “o que nos move?”

 

Fernando Rossit

27/06/2015

Originally posted 2015-06-27 11:32:51.

Sobre Fernando Rossit

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Fernando Rossit é funcionário público e reside em São José do Rio Preto. Espírita desde 1978, atua em várias tarefas nas casas espíritas "Associação Espírita Allan Kardec" e "Centro Espírita Irmão Gerônimo".

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