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Ondas do Pensamento

A questão de número oitenta e oito de O Livro dos Espíritos nos esclarece que o Espírito pode ser comparado a um clarão, uma fagulha, uma centelha etérea.

Na questão seguinte, oitenta e oito “a”, o Emérito Codificador da Doutrina Espírita, Allan Kardec, pergunta se o espírito tem cor, e a resposta dos Orientadores Espirituais diz que sim, e que essa cor pode variar do escuro ao brilhante como um rubi, segundo seja mais ou menos evoluído moralmente.

É da cultura popular que os espíritos superiores são “seres de luz”, o que significa dizer que são portadores de luzes de alto brilho em função da moralidade conquistada.

Também é de conhecimento comum, que cor é a propriedade de uma radiação eletromagnética, com comprimento de onda pertencente ao espectro visível, capaz de produzir no olho uma sensação característica.

Voltemos nosso raciocínio para a questão de número vinte e três, também de O Livro dos Espíritos: Que é o Espírito? “O princípio inteligente do universo”.

Se é inteligente é passível de se desenvolver, portanto, também passível de desenvolvimento moral, e segundo vimos acima, a cor do espírito é decorrente da moralidade em que o espírito estagia.

Sintetizando essas informações, o espírito pensa, consequentemente emite uma onda, e sua própria moralidade determinará a frequência, ou seja, a cor que predominará na sua textura.

Direção, alcance e potência dessa onda são dependentes do interesse do espírito, e também da sua vontade em produzir determinado efeito, e embora possa direcionar ao objeto de sua atenção a maior parte da energia que emite, o espírito é um gerador tridimensional de ondas, o que significa dizer que irradia por todas as direções.

As ondas, quaisquer que sejam, mantendo determinada frequência podem ser captadas através da sintonia, ou podem passar despercebidas se em padrões diferentes.

Isso significa que independente do que se pensa, e de quem se pensa, emitem-se ondas que serão lançadas no espaço, e que serão objeto de sintonia por parte daqueles que vibram na mesma frequência, podendo atrair os que pensam o mesmo, e que tenham os mesmos interesses dos pensamentos gerados.

Em vista disso, não é sem razão que o Senhor Jesus nos deixou o “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação” (1), direcionando-nos para a vigilância mental, identificando o pensamento infeliz e substituindo-o pela oração que, se de coração e entendimento, eleva o padrão vibratório do espírito, defendendo-o das consequências infelizes produzidas pelas energias mais densas produzidas pelas baixas frequências mentais, tais como a obsessão e o acúmulo de energia perniciosa no entorno de si.

Há um outro aspecto que precisa ser analisado, que é o caminho percorrido pelo pensamento. O espírito pensa emitindo ondas, que portam energia e estas atravessam o perispírito e o corpo físico, antes de se exteriorizarem, produzindo nos mesmos os efeitos correspondentes ao pensamento gerado. Nisso se encontra o fundamento do “corpo são em mente sã”.

Finalizando, a responsabilidade é toda do espírito, esteja encarnado ou desencarnado, e todos precisamos, urgentemente, corrigir nossa usina geradora de energia mental para níveis saudáveis de frequência, a fim de produzirmos mais saúde física, mental e espiritual, e em consequência, desconstruirmos o Umbral que envolve o planeta Terra, que nada mais é do que o acúmulo de energias densas e escuras, e que foi erigido ao longo de nosso desenvolvimento pelos caminhos da inferioridade moral, substituindo-o por claridade espiritual. É por isso que o Senhor Jesus também disse: “Vós sois a luz do mundo” (2).

Pensemos nisso.

Antonio Carlos Navarro

Referências:

(1) Mateus 26:41
(2) Mateus 5:14

Originally posted 2015-01-08 22:11:08.

Sobre Antonio Carlos Navarro

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Espírita de São José do Rio Preto - SPFrequentador e Dirigente do Centro Espírita Francisco Cândido Xavier em São José do Rio Preto, SP. Estudioso, palestrante e editor de inúmeros textos e conteúdo EspíritaGênero de livros Espírita que prefere: Mediunidade, DoutrinárioIniciou seus primeiros contatos com a Doutrina Espirita: 1986

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