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O Homem Novo e a Edificação da Nova Ordem Social

Sidney Fernandes – 1948@uol.com.br

Que, quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe pelas concupiscências do engano; E vos renoveis no espírito da vossa mente; E vos revistais do novo homem, que segundo Deus é criado em verdadeira justiça e santidade.
Paulo, Efésios, 4:22-24

— Impossível! — afirmou peremptoriamente Paulo, presidente do Grupo Espírita Emmanuel. Não temos recursos para a reforma.

— Sim, concordou Alfredo — o mais antigo e ponderado diretor daquela casa. Então está na hora de elaborarmos o nosso plano diretor.

— O que é isso? — estranhou Paulo. Pensei que esse tipo de planejamento fosse aplicado apenas em instituições públicas.

— Simples — afirmou sorrindo Alfredo. Vamos desmembrar essa obra, assumindo o compromisso de executá-la por partes, num prazo adequado, um pouquinho à cada ano. Se tivermos recursos, continuaremos, etapa por etapa. Caso contrário, paralisaremos a obra, até que eles surjam.

***

Segundo Emmanuel — (Vinha de Luz) —, esperamos grandes mudanças da humanidade, que, por enquanto, são impossíveis, se considerarmos o todo, as coletividades e as grandes massas humanas.

Bastará, todavia, que atentemos para o argumento do nosso suposto personagem Alfredo, para concluirmos que, se por um lado, as transformações coletivas tendem a acontecer de forma morosa, difícil e sem pressa, isso não ocorrerá, se focalizarmos cada componente desses agrupamentos de forma particular e isolada.

As pessoas não são iguais e cada espírito é dotado de possibilidades, tendências, raciocínios e sentimentos absolutamente próprios, que não são encontrados, similarmente, em outro indivíduo.

E foi exatamente com esse propósito, referindo-se à esfera particular, que o apóstolo Paulo recomendou que cada um de nós se despojasse do homem velho, para assumir a identidade do homem novo, a fim de renovar o espírito da mente.

A partir do momento em que cada homem busque a própria renovação, abandonando antigos vícios e velhos paradigmas, ele despoja-se do homem velho e passa a ter condições de exteriorizar obras imediatas, que efetivamente modificarão a sociedade.

E quanto mais indivíduos se prestarem a esse mister, maior será o exército do bem que constituirá uma nova comunidade social. Daí sim teremos massas humanas e coletividades renovadas.

É preciso ter presente, contudo, uma outra expressão de Paulo:

Sigamos, pois, as coisas que contribuem para a paz e para a edificação de uns para com os outros.

Paulo, Romanos, 14:19

Um dos objetivos de nossa encarnação no planeta Terra resume-se na paz e na edificação mútua. Convertidos no homem novo, respeitando as deficiências dos outros e superando as nossas, estaremos auxiliando, edificando e aproveitando a divina oportunidade da vida na construção do bem.

***

Se não é possível, por enquanto, que o Evangelho de Jesus obtenha vitória imediata no espírito dos povos, vamos desmembrar essa grande obra, assumindo, cada um de nós, uma parcela de responsabilidade nessa grande construção de uma nova sociedade.

***

Fiquemos com Emmanuel:

Semeando paz, colherás harmonia; santificando as horas com o Cristo, jamais conhecerás o desamparo.

No reino interior, Vinha de Luz

Sobre Sidney Fernandes

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Sidney Fernandes (1948@uol.com.br) nasceu em Bauru, em 1948. Gerente do Banco do Brasil e Empresário, hoje está aposentado e se dedica integralmente à veiculação do Espiritismo. Participou ativamente da Mocidade Espírita até integrar-se ao Centro Espírita Amor e Caridade de Bauru (SP). Escritor e orador profere palestras em várias cidades brasileiras. Veja página deste Autor

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