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O futuro no presente

A percepção do futuro é inerente à natureza humana, e basta uma simples observação para verificarmos que ele existe.

A possibilidade de vivermos, na condição de encarnados, tanto quanto outros seres humanos já viveram, nos remete à factibilidade do futuro, fundamentada em uma simples questão de direito perante a Criação, que não pode negar a um o que concede a outro, a não ser que exista razões pessoais transcendentais e particulares a cada um, fundamentadas em um princípio de justiça infalível.

Em decorrência deste raciocínio podemos observar que se há particularidades transcendentes pessoais que limitam o tempo de vida e que diversifique as condições desta na Terra, há, necessariamente, um processo de aferição dos resultados que leva em conta as condições vividas e que são possibilitadas pelo próprio mecanismo no qual a criatura está inserida.

Sob esse prisma, consegue-se perceber que essa mesma condição precisa preexistir ao nascimento, para que se justifique a diferença entre os seres, e suas respectivas condições de vida atual. Com isso as reencarnações se estabelecem para possibilitar à criatura a realização do progresso intrínseco a sua natureza.

É facilmente observável que todos, em condições normais, buscam uma sensação de bem estar íntimo, seja no âmbito moral ou material. E isto significa que se busca, naturalmente, meios de o conseguir, tendo como resultado o progresso relacionado ao objetivo traçado.

Por outro lado, se existimos antes e vamos continuar a existir depois da morte do corpo, fica evidente que tudo o que se relaciona à temporalidade, só poderá ser útil enquanto meio de desenvolvimento do Espírito imortal, e todo apego para exclusiva satisfação corporal será perda de tempo e de oportunidade de crescimento.

Pois este é o mecanismo divino no qual estamos inseridos. Somos seres espirituais em condições reencarnatórias pessoais, com a tarefa de correção dos erros do passado, recuperação do tempo desperdiçado e construção do bem estar espiritual através da perfeita identidade entre nossos valores e conduta e a Lei Divina que está em nossa consciência, como nos ensinam os Espíritos Superiores.

Esses Espíritos não são seres privilegiados pelo Criador, são, como um dia também seremos, detentores de valores morais superiores conquistados ao longo de suas reencarnações, e que se entregam ao labor de socorrer e orientar os atrasados, além de cuidarem de seus próprios afazeres.

Essa atitude é decorrente do entendimento da Lei de Amor que tudo rege e que trabalha, a despeito de nossas fragilidades e idiossincrasias, para nos colocar em condições espirituais cada vez melhores, esperando de nós outros que façamos o mesmo por aqueles que se encontram abaixo de nós, não importando em quê.

Pensemos nisso.

Antônio Carlos Navarro

Nota do Editor:
Imagem em destaque disponível em <http://www.keepingcurrentmatters.com/wp-content/uploads/2015/12/Past-Present-Future-KCM.jpg>. Acesso em 06SET2016.

Sobre Antonio Carlos Navarro

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Espírita de São José do Rio Preto - SPFrequentador e Dirigente do Centro Espírita Francisco Cândido Xavier em São José do Rio Preto, SP. Estudioso, palestrante e editor de inúmeros textos e conteúdo EspíritaGênero de livros Espírita que prefere: Mediunidade, DoutrinárioIniciou seus primeiros contatos com a Doutrina Espirita: 1986

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