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O Espírito que partiu sente Saudade dos seus Parentes Encarnados, como pai, mãe, filho e irmão

Sim, os espíritos sentem saudade de seus afetos e anseiam pelo momento de reencontra-los. No entanto, os espíritos primitivos e apegados sentem que dependem de outras pessoas e sofrem com sua ausência. Os espíritos mais elevados, apesar de sentirem saudade, não se torturam com a separação momentânea, pois eles cultivam o amor incondicional. O amor incondicional sabe esperar, não existe posse, não necessita da presença física para se estabelecer.

Um ser que ama de verdade pode esperar 1000 anos pelo ser amado e não sofrer com isso. Os espíritos mais primitivos, apegados e vazios, por seu lado, não passam alguns dias longe do seu afeto sem sofrer e se torturar pela sua ausência. O amor de verdade quer o outro por perto, mas não necessita do outro, não precisa do outro para poder existir, poder estar bem, poder ser feliz.

Como diz Paulo de Tarso: “O amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta” (Corintios 1,13). O amor apegado (se é que podemos chamar de amor), sente-se incompleto com o afastamento do outro. Ele anseia pelo outro para que possa se sentir preenchido. O apego a pessoas é frequentemente um motivo de prisão do espírito ao mundo. O espírito aspira sua libertação, mas quando ele está dependente de alguém, essa libertação não ocorre, e a alma pode até mesmo se tornar um obsessor daquele que acredita amar.

Hugo Lapa

Sobre Fernando Rossit

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Fernando Rossit é funcionário público e reside em São José do Rio Preto. Espírita desde 1978, atua em várias tarefas nas casas espíritas "Associação Espírita Allan Kardec" e "Centro Espírita Irmão Gerônimo".

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Originally posted 2017-03-02 22:03:35.