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O Efeito Placebo

“Placebo (do latim placere, significando “agradarei”) é como se denomina um fármaco ou procedimento inerte, e que apresenta efeitos terapêuticos devido aos efeitos psicológicos da crença do paciente de que está a ser tratado”. (1)

Em outras palavras é o curar-se de alguma enfermidade sem que se tenha utilizado algo verdadeiro como tratamento, a partir da atividade psicológica ou mental.

Refletindo sobre o Efeito Placebo, sobejamente estudado e confirmado pela ciência humana, concluímos que possuímos o poder mental de interferir nos estados enfermiços do organismo físico, algumas vezes chegando à cura total da enfermidade, como também podemos agravá-los, como nos alerta o Benfeitor Emmanuel: “O pensamento sombrio adoece o corpo são e agrava os males do corpo enfermo”, e “que apenas o sentimento reto pode esboçar o reto pensamento, sem os quais a alma adoece pela carência de equilíbrio interior, imprimindo no aparelho somático os desvarios e as perturbações que lhe são consequentes.”. (2)

O pensamento e a vontade são atributos do espírito, e não do corpo físico, e este está, ou deveria estar, sob o comando daquele.

A ligação entre espírito e o corpo ocorre por meio da glândula pineal, ou epífise, e segundo o Benfeitor André Luiz (3), ela “é a glândula da vida mental” que “preside aos fenômenos nervosos da emotividade, como órgão de elevada expressão no corpo etéreo” e “… segrega «hormônios psíquicos» ou «unidades-força» que vão atuar, de maneira positiva, nas energias geradoras”.

Continua o Benfeitor: “Segregando delicadas energias psíquicas, a glândula pineal conserva ascendência em todo o sistema endócrino. Ligada à mente, através de princípios eletromagnéticos do campo vital, que a ciência comum ainda não pode identificar, comanda as forças subconscientes sob a determinação direta da vontade… Segregando «unidades-força», pode ser comparada a poderosa usina, que deve ser aproveitada e controlada, no serviço de iluminação, refinamento e benefício da personalidade e não relaxada em gasto excessivo do suprimento psíquico, nas emoções de baixa classe.”.

Com esses esclarecimentos podemos inferir que o pensamento gerado pelo espírito, mais ou menos intensificado pela vontade, interfere no funcionamento do corpo físico atuando sobre o sistema endócrino, que é o sistema que regula todo o mecanismo fisiológico, seja para o bom funcionamento, quando os pensamentos são positivos, seja para o mau funcionamento, quando são negativos.

Não se pode criar a ilusão de que todas as enfermidades podem ser curadas pelo Efeito Placebo, porque determinadas enfermidades reclamam a necessária intervenção química exterior. Mas podemos, não só produzir uma reação positiva no organismo, preparando-o para a cura, como também produzir uma potencialização ainda maior na atuação do fármaco aplicado.

O Efeito Placebo é o resultado da nossa atuação mental sobre o corpo, que pode ser entendida como efeito da vontade, da esperança, ou mesmo da fé, e só a Doutrina Espírita, na condição de Consolador prometido por Nosso Senhor Jesus Cristo (4), leva-nos à fé raciocinada através do conhecimento dos dois planos da vida em que estamos inseridos, tornando-o, o Efeito Placebo, mais uma demonstração da grandeza e da misericórdia da Providência Divina à nossa disposição.

Pensemos nisso.

Antônio Carlos Navarro

Referências Bibliográficas:
(1) http://pt.wikipedia.org/wiki/Placebo
(2) Pensamento e Vida
(3) Os Missionários
(4) João 14:26

Sobre Antonio Carlos Navarro

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Espírita de São José do Rio Preto - SPFrequentador e Dirigente do Centro Espírita Francisco Cândido Xavier em São José do Rio Preto, SP. Estudioso, palestrante e editor de inúmeros textos e conteúdo EspíritaGênero de livros Espírita que prefere: Mediunidade, DoutrinárioIniciou seus primeiros contatos com a Doutrina Espirita: 1986

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