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O Atentado Terrorista em Paris

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Ataques com tiros e explosões deixaram 129 mortos em Paris, na noite de sexta-feira (13/11/15), na pior violência a atingir a França desde a Segunda Guerra (1939-1945). Noventa pessoas morreram na casa de shows Bataclan, no centro da capital francesa. Houve ainda ataques em restaurantes e do lado de fora de um estádio de futebol.

A prefeitura de Paris decretou luto e determinou o fechamento de diversos equipamentos públicos a partir do sábado, como, escolas, museus, bibliotecas, ginásios, piscinas públicas e mercados alimentícios.

O Estado Islâmico (EI) assumiu a autoria de ataques terroristas em Paris, enviando carta a jornal francês, confirmando suspeitas do presidente da França, François Hollande. O presidente afirmou que as ações foram “um ato de guerra do Estado Islâmico contra a França”. Hollande afirmou também que vai lançar um “combate implacável” contra o terrorismo.

Oito terroristas foram mortos, sendo que sete teriam detonado cinturões com explosivos antes de serem atingidos pela polícia. O presidente da França, François Hollande, decretou situação de emergência no país e fechou as fronteiras. “É um ataque sem precedentes”, classificou.

O Islamismo ou Islã foi fundado pelo mercador árabe Maomé (Muhammad, c.570-632) no início do século sétimo da era cristã.

O livro sagrado do islamismo, o Corão, teria sido revelado pelo próprio Deus a Maomé, o último e maior dos profetas. A ideia básica do islamismo está contida no seu nome – islã significa “submissão” plena à vontade de Alá e “muçulmano” é aquele que se submete.

Desde o início, o Islamismo foi uma religião aguerrida e militante, marcada por intenso fervor missionário. Um conceito importante é o de jihad, ou seja, o esforço em prol da expansão do islã por todo o mundo. Esse esforço muitas vezes adquiriu a conotação de guerra santa, como aconteceu de maneira especial no primeiro século após a morte de Maomé, em 632. Movidos por um profundo zelo pela nova fé, os exércitos muçulmanos conquistaram sucessivamente a península da Arábia, a Síria, a Palestina, o Império Persa, o Egito e todo o norte da África.

Esclarece-nos Manoel Philomeno de Miranda, no livro “Transição Planetária”, que o ódio dos Mulçumanos contra os Cristãos remonta à Idade Média, quando em nome de Jesus cometemos inumeráveis atrocidades contra o próximo, sob a acusação de hereges. Destruímos lares, assassinamos crianças, roubamos seus bens e os expulsamos da Espanha, França e Portugal, principalmente, somente porque não se submetiam ao talante das nossas equivocadas determinações.

É compreensível, portanto, que sejamos alvos que desejam atingir, em razão do mal que lhes fizemos, quando tivemos ensejo de ajudá-los a sair das deploráveis situações em que se demoravam. Os ressentimentos que mantêm desde aqueles já recuados tempos, que anelam por desforço, vingança.

Muitos dos terroristas são as vítimas do passado que retornam para fazer “justiça” com as próprias mãos. Trata-se, portanto, de Expiação Coletiva, envolvendo pessoas e países adversários. Ninguém que foi brutalmente assassinado na França era “inocente” do ponto de vista espiritual. Encontravam-se no mesmo local para que a Lei de Deus, que objetiva o equilíbrio de tudo, pudesse alcançá-los a um só instante. Existe a semeadura e a colheita, que torna-se obrigatória quando não ocorre a verdadeira mudança interior para o Bem Maior.

Violência gera violência, e essa luta inglória somente terminará quando houver perdão e entendimento de, pelo menos, uma das partes.

Não obstante, de acordo com declarações do Presidente da França, haverá forte retaliação (já está em curso).

Assim caminha a humanidade….

Diferente do Brasil, a França tem muitos karmas coletivos. A história da humanidade registra todas as guerras, mortes, destruições, atos desumanos contra os mulçumanos e protestantes, principalmente.

De acordo com Divaldo P. Franco, o Brasil tem apenas dois karmas coletivos: a escravatura e a guerra do Paraguai, ambos já bem equacionados com a construção da hidroelétrica de Itaipu e o controle do preconceito e esforço de igualdade com relação aos negros. O Brasil está resgatando com o Bem, auxiliando suas vítimas do passado.

A França é um país cristão. O Catolicismo Romano é a religião da maioria do povo francês. No entanto, os ensinamentos de Jesus ainda continuam esquecidos como no passado. Revidar significa perpetuar o Mal, o ódio, as guerras, as desavenças – em prejuízo de todos.

O Cristão jamais deve propagar o Mal. Deve silenciar onde não puder auxiliar e orar, dando seu exemplo. O Mal não se “combate” com o enfretamento na mesma moeda. Para combater as Trevas, temos que levar a Luz.

Neste início do século 21, o islamismo representa o maior desafio para o cristianismo, em diversos sentidos. A invasão do Iraque e a enorme violência fratricida dela resultante têm sido muito negativas para a imagem do cristianismo junto aos muçulmanos. Ao contrário do que foi propalado no início da ocupação, as ações do presidente George Bush com o respaldo de muitos cristãos americanos não têm sido benéficas para a causa do evangelho no mundo islâmico. A situação dos cristãos que vivem em países muçulmanos também se agravou muito nos últimos anos. Como um dos “povos do livro” (expressão aplicada aos judeus e cristãos, visto serem mencionados no Corão), os cristãos precisam reconhecer os muitos erros cometidos contra os muçulmanos ao longo da história e renovar a sua determinação de contribuir para o bem-estar político, social e espiritual dos herdeiros de Maomé.

Fernando Rossit

Fontes/Bibliografia:

-Instituto Presbiteriano Mackenzie;

-Wikipedia – enciclopédia livre;

-UOL;

-Transição Planetária, espírito Manoel P. de Miranda;

-Amanhecer de Uma Nova Era, espírito Manoel P. de Miranda.

Sobre Fernando Rossit

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Fernando Rossit é funcionário público e reside em São José do Rio Preto. Espírita desde 1978, atua em várias tarefas nas casas espíritas "Associação Espírita Allan Kardec" e "Centro Espírita Irmão Gerônimo".

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