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Nós, o Bem e o Mal

Espiritamente falando, sabe-se que o planeta Terra está em processo de transição. Significa dizer que está evoluindo, saltando da qualidade, mudando de um orbe de Expiações para de Regeneração.
Podemos dizer que um mundo de Expiações é aquele em que sua condição ainda privilegia a dor e o sofrimento como educadoras da alma, estado decorrente do comportamento moral da maioria dos cidadãos terrenos. Por outro lado, um mundo de Regeneração é aquele em que sua população ainda está longe da perfeição, ainda erra e ainda expia seus enganos, contudo, a forma é menos dolorida pois a maioria dos habitantes já prefere aprender através da prática do amor.
No primeiro (e atual) estado planetário, parece que o erro e o mal são mais intensos e até mais atrativos para alguns, enquanto no segundo estado, regenerativo, claramente há uma maior tendência ao bem, à correção, à moralidade.
O planeta evolui no tempo em que a humanidade está com “idade” para adquirir maturidade. Chegamos nesse tempo. Contudo, como muitos jovens, a humanidade tem membros revoltados, rebeldes, fracos para decidirem por uma estrada que exige maior dedicação moral. O comodismo e a hipocrisia são energias que atraem os que possuem caráter frívolo e pusilânime.
Nesse contexto, vivemos num mundo em grande confusão: ocorre uma grande reforma! Os maus se rebelando contra as forças transformadoras que lhes tirarão o poder, a oportunidade de conspurcar, a facilidade de corromper e serem corrompidos, enfim. E muitos dos bons, ou dos que desejam ser bons, ainda que sedentos de um mundo melhor, confusos por estarem em meio a tantos maus exemplos, a tantos sofismas, ainda sem coragem suficiente para agirem com a firmeza amorosa e inabalável do bem.
Por isso, tanto entre os maus quanto entre os bons, a hipocrisia tem sido o comportamento mais utilizado. A hipocrisia dos maus é aquela que tenta impor inverdades para saciar suas ambições, realizando repetição de mentiras e atitudes até que pareçam ser verdades – mas que nunca o serão. A hipocrisia dos bons é aquela que finge benevolência calando ao invés de se manifestar, omitindo-se de esclarecer, de exemplificar, enquanto interiormente sua alma rejeita o que vê e se desculpa dizendo que não tem que se meter na vida alheia.
Não, não devemos interferir na vida alheia. Mas interferir é intrometer-se, não aconselhar ou exemplificar. Devemos sobretudo recordar que palavras convencem, que exemplos arrastam! Calar pode, eventualmente, ser uma virtude, mas no mundo de expiações quase sempre é prova de comodismo e de preguiça.
Jesus nos alertou com veemência em uma das mais firmes colocações que fez enquanto encarnado: “…sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda a imundícia”. (Mateus 23:27).
Estamos cansados do desgaste moral, físico e mental que esse mundo impõe sobre cada um de nós, todavia como evitar isso com a falta de vontade para realizar em prol das mudanças necessárias? Quem desejará se expor apesar das críticas e das dificuldades que enfrentarão?
Infelizmente, desse modo demorará mais que o necessário o fim da transição, o salto evolutivo planetário, se, como sepulcros caiados, parecermos bons sem o sermos, praticando a conduta dos omissos e acovardados quando se trata do posicionamento nobre, bom, firme e cristão em todas as áreas das nossas atividades.
A Terra precisa de nós.
A humanidade precisa de nós,
E Deus, ah, Deus conta conosco!

Sobre Vania Mugnato de Vasconcelos

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