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Não temos que seguir pessoas, mas seguir ao Cristo

Pessoas humanas somos falíveis, sujeitos a equívocos e distrações, seduzidos muitas vezes pela vaidade ou pelas variadas paixões, manipulados por vontades alheias ou conduzidos por impressões e imperfeições que tanto nos caracterizam, que nos dão visão limitada e bem pequena da realidade que nos cerca, bem como dos objetivos maiores nas ocorrências e acontecimentos.

Isso vale para tudo, considerando nossa condição de aprendizes, onde muitas vezes o comportamento caracteriza-se incoerente com as informações já disponíveis.

Em considerando o movimento espírita (este composto por seres humanos adeptos do Espiritismo), que é uma representação pálida da Doutrina Espírita que o motiva, dada nossas fraquezas e limitações, carências e interpretações ainda repletas de nossas distorções pessoais e coletivas, o raciocínio é o mesmo.

Palestrantes, dirigentes espíritas, médiuns ou tarefeiros de qualquer natureza, constituímos imenso exército de treinandos para a sabedoria de viver, exercitando ainda a conquista de virtudes. Portanto, igualmente falíveis nessas atividades, em desdobramento natural da condição humana.

Não temos, pois, que seguir pessoas. Temos que seguir o Cristo. É um equívoco elegermos pessoas, sejam dirigentes ou palestrantes, médiuns ou outros tarefeiros de instituições espíritas, para seguir. Sujeitamo-nos a decepções variadas, sem contar os prejuízos das interpretações que elejam como diretrizes – conforme nossas limitadas percepções humanas e que qualquer pessoa carrega consigo – e que podem estar completamente equivocadas, já que fruto das interpretações pessoais, nem sempre condizentes com a realidade.

Seguir o Cristo é nosso dever. Ele é o modelo e guia. E em termos de Doutrina Espírita, o raciocínio é o mesmo. Lideranças, médiuns e palestrantes podem estar completamente equivocados em suas ações. A segurança está em seguir a Codificação de Allan Kardec, para não cairmos nas raias do fanatismo e do ridículo. Isso constrói estabilidade, segurança, harmonia. Seguir pessoas cria instabilidades, desarmonia, insegurança. A história aí está para exemplificar isso, na história humana e, por consequência, também no movimento espírita. Daí as confusões reinantes. Pessoas… somos falíveis…

Sobre Orson Peter

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ORSON PETER CARRARA é natural de Mineiros do Tietê e reside em Matão, ambos municípios paulistas. Aposentado e consultor editorial do IDE-Instituto de Difusão Espírita, de Araras (SP), é de família espírita. Casado com Neuza Marana há 33 anos, é pai de 3 filhos e avô de Amanda, de 3 anos e de Leonardo, de 1 ano. Palestrante conhecido em todo Brasil, já esteve em 3 países da África para palestras doutrinárias, sendo articulista de vários jornais, revistas e sites. É autor de 17 livros (mais 1 no prelo este ano), preside o Instituto Cairbar Schutel que pode ser acessado pelo portal www.institutocairbarschutel.org e seu trabalho está disponível no blog orsonpetercarrara.blogspot.com

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