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Mortos – comunicação

Dizem que os espíritas conversam com os mortos. Isso é possível?

Sim, mas não só os espíritas. Conversar com as criaturas que retornaram à Espiritualidade não é “fértil imaginação” do Espiritismo, mas realidade possível a qualquer pessoa e que ocorre desde a antiguidade, tanto que já na Bíblia encontramos a determinação de Moisés para que seu povo não evocasse os mortos (Deuteronômio, 18:11), o que evidencia que isso era uma prática naquela época. E, conforme narra o Evangelho, no episódio da transfiguração, Jesus conversou no alto do monte com Elias e com o próprio Moisés.

Se os mortos continuam vivos, apenas transferidos para outro lugar, não existe, teoricamente, nenhum impedimento para que eles se comuniquem com os que aqui ficaram.

Contudo, a análise dos fatos, com racionalidade e bom senso, sem as amarras do orgulho e do preconceito, não deixam qualquer dúvida de que a comunicação entre vivos e mortos tem ocorrido costumeiramente, nas mais variadas partes do planeta. A repetição dos fenômenos, aqui e acolá, no decurso dos tempos e nas diversas civilizações, aponta para a veracidade.

É comum sonharmos com parentes falecidos, e, muitas vezes, esse sonho é a lembrança do contato que com eles mantivemos durante o repouso. Alguns são tão reais e ficam gravados em nossa mente com tanta lucidez que chegam mesmo a mudar a nossa vida.

A mediunidade é um meio mais do que comprovado do contato com os que estão no Além. Por uma infinidade de médiuns, desencarnados têm consolado seus parentes e amigos que aqui ficaram, sendo suas mensagens submetidas ao confronto da realidade, com seus conteúdos confirmados, inclusive por exames grafotécnicos.

De outro lado, médiuns psicofônicos (ou de incorporação), respeitados pela honradez, são instrumentos que possibilitam a conversa dos chamados vivos com os Espíritos, orientando-os ou sendo por eles orientados, conforme a condição evolutiva de cada um.

Nas reuniões mediúnicas, organizadas nas bases propostas por Allan Kardec, dialogamos com os Espíritos como se o fizéssemos com qualquer outra pessoa viva (um encarnado), com naturalidade, sem a utilização de ritos ou palavras cabalísticas, porquanto, embora invisíveis aos olhos materiais e vivendo em outra dimensão, os Espíritos continuam sendo as mesmas pessoas de antes.

Graças a Deus que é assim, porque a comunicação com os mortos é bênção que renova as nossas esperanças, demonstrando que não estaremos para sempre longe daqueles que amamos.

Donizete Pinheiro

Nota do autor:

Do livro Respostas Espíritas.

Fonte: Agenda Espírita Brasil

Sobre Fernando Rossit

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Fernando Rossit é funcionário público e reside em São José do Rio Preto. Espírita desde 1978, atua em várias tarefas nas casas espíritas "Associação Espírita Allan Kardec" e "Centro Espírita Irmão Gerônimo".

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