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Jesus e o Exemplo

Nosso Senhor Jesus Cristo utilizou, quando entre nós, de mecanismos de ensino de variadas formas.

Das recomendações objetivas e abertas às singulares lições implícitas nas parábolas, o Mestre dos Mestres não perdia uma única oportunidade para esclarecimento de nossos Espíritos.

Interessante notar, no entanto, que uma das mais convincentes formas utilizadas por Jesus para nos ensinar é a do exemplo.

O Benfeitor Espiritual Emmanuel, sábio orientador da mediunidade de Francisco Cândido Xavier, em uma mensagem intitulada “A Ideia” (1), faz referência a esse método de ensino:

“Na manjedoura, implanta o Mestre a ideia da humildade.

Na carpintaria nazarena, traça a ideia do trabalho.

Nas bodas de Caná, anuncia a ideia do auxílio desinteressado à felicidade do próximo.

No socorro aos doentes, cria a ideia da solidariedade.

No sermão das bem-aventuranças, plasma a ideia de exaltação dos valores imperecíveis do espírito sobre a exaltação passageira da carne.

No Tabor, revela a ideia da sublimação.

No Jardim das Oliveiras, insculpe a ideia da suprema lealdade a Deus.

Na cruz da renunciação e da morte, irradia a ideia do sacrifício pessoal pelo bem dos outros, como bênção de ressurreição para a imortalidade vitoriosa.

Nos mínimos lances do apostolado de Jesus, vemo-lo associando verbo e ação no lançamento das ideias renovadoras com que veio redimir o mundo”.

Ainda sobre o exemplo, Emmanuel acrescenta:

“Em toda tarefa de educação, exemplificar é explicar”. (2)

Percebemos, com isso, a coerência da pergunta feita por Allan Kardec aos Benfeitores Espirituais responsáveis pela implantação, na Terra, do Consolador Prometido por Jesus (3):

“Qual o tipo mais perfeito que Deus tem oferecido ao homem, para lhe servir de guia e modelo?

“Vede Jesus”.

E o Grande Codificador comenta, em sequência, a resposta dada:

“Para o homem, Jesus constitui o tipo da perfeição moral a que a Humanidade pode aspirar na Terra. Deus no-lo oferece como o mais perfeito modelo e a doutrina que ensinou é a expressão mais pura da lei do Senhor, porque, sendo ele o mais puro de quantos têm aparecido na Terra, o Espírito Divino o animava.

Quanto aos que, pretendendo instruir o homem na lei de Deus, o têm transviado, ensinando-lhe falsos princípios, isso aconteceu por haverem deixado que os dominassem sentimentos demasiado terrenos e por terem confundido as leis que regulam as condições da vida da alma, com as que regem a vida do corpo.  Muitos hão apresentado como leis divinas simples leis humanas estatuídas para servir às paixões e dominar os homens”.

Diante disso, a conduta de Jesus é o que há de melhor para ser “copiada” por nós outros, uma vez que é prática natural copiar-se comportamentos, e a Doutrina Espírita, referendando-O como o exemplo máximo para referenciarmos nossas ações na Terra, e isto está ao nosso alcance, estabelece a necessidade de cristianizarmos nosso comportamento no dia a dia, para que possamos, por nossa vez, sermos exemplos para quantos dividem conosco o espaço de nossa reencarnação.

Através de nosso exemplo, portanto, estaremos ajudando o Senhor Jesus a melhorar o panorama humano na Terra, tornando-nos, efetivamente, mais um dos trabalhadores da Seara Divina, que é grande, e que ainda conta com poucos deles.

Pensemos nisso.

Antônio Carlos Navarro

Referências:

  • Vozes do Grande Além, Francisco C. Xavier – Emmanuel, cap.21;
  • Palavras de Vida Eterna, Francisco C. Xavier – Emmanuel, cap.144;
  • Jo 14:16;
  • O Livro dos Espíritos, Allan Kardec, item 625.

Obs. Os grifos são do autor do ensaio.

Sobre Antonio Carlos Navarro

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Espírita de São José do Rio Preto - SPFrequentador e Dirigente do Centro Espírita Francisco Cândido Xavier em São José do Rio Preto, SP. Estudioso, palestrante e editor de inúmeros textos e conteúdo EspíritaGênero de livros Espírita que prefere: Mediunidade, DoutrinárioIniciou seus primeiros contatos com a Doutrina Espirita: 1986

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