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Espiritismo, espíritas… ser alguém melhor….

O intuito primordial da religião é dizer ao homem que ele não está na Terra por mero acaso, mas sim para evoluir e conseguir aproximar-se do Criador. Esqueçamos por um momento que há religiões com maus representantes e religiões inventadas para satisfazer o ego humano; não falo destas, mas das que seriamente se propõe a ser um dos caminhos para a compreensão dos objetivos da vida carnal e do sentido da existência da vida e de Deus.
Dentre tantas religiões que podem nos estimular ao desenvolvimento moral e espiritual, está o Espiritismo, conhecido também como Doutrina Espírita. Ele tem peculiaridades: não acusa, não define destinos, não rejeita outras religiões nem religiosos, ensina o caminho da salvação sem ser salvacionista.
Embora para mim e sob o aval de Allan Kardec, o Espiritismo seja religião, não foi intitulado pelo Codificador como tal, porque se diferencia das demais religiões nas questões da forma: não possui padres ou pastores, não usa roupas ou paramentos, não faz ritos especiais, quaisquer atos ou preces possuem um sentido espiritual plenamente explicável, sem misticismos ou segredos, que leva à busca e aproximação de Deus.
Como doutrina, o Espiritismo: não obriga a crença: estimula, incentiva, esclarece para que ela nasça e se sustente; não dissemina medo da morte e de Deus: espalha esperanças e certezas na forma de lógica e razão; não busca converter: convence os que lhes buscam as fileiras, com reflexões filosóficas e lógicas; não se preocupa em mudar caminhos de fé: ensina a aplicar a fé aos caminhos.
O espírita é uma pessoa comum, com virtudes e imperfeições. Mas o estudo e a compreensão dos objetivos da encarnação, bem como a comunicabilidade com os espíritos, tendem a levá-lo a ser mais tolerante, paciente, mais comprometido com sua transformação pessoal e com a do próximo, através de exemplos, não de sermões impositivos.
Ser espírita é estudar as obras básicas e fazer do conteúdo do estudo, uma aplicação prática. É passar o dia procurando fazer diferente e melhor aquilo que ainda não fez direito ou bem. É conhecer-se para mudar, confiando que Deus instrumentaliza a vida para que ela nos apoie em nossos bons atos e decisões.
Ser espírita só é vantagem para quem vestiu sua camisa com a alma, pois de nada adianta dizer-se espírita sem exercitar uma de suas premissas essenciais: “Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral, e pelos esforços que faz para domar suas más inclinações”. Conhecer o Espiritismo, dizer-se espírita e não mudar, é aumentar a responsabilidade desperdiçando oportunidade.
Ser espírita é carregar uma bandeira, a da paz e do amor ao próximo. Ele não pode compactuar, assim como não faz o Espiritismo, com preconceito algum, muito menos o de religiões.
Há graus maiores ou menores de aplicação, pelos espíritas, disso que foi dito e mais, pois os indivíduos são diferentes em sua compreensão e dedicação; mas lhes digo, em um verdadeiro espírita vocês encontrarão se não a virtude, no mínimo a vontade de obtê-las na forma do insistente exercício para desenvolvê-las.
De minha parte, há muito vesti a camisa, ergui a bandeira, não pelo rótulo religioso que o Espiritismo me oferece, mas porque efetivamente tornei-me alguém melhor (e ainda torno-me) sob a proteção do conhecimento que me ofereceu a Doutrina Espírita.
Por isso diariamente venho a vocês para dividir minhas reflexões, numa humilde tentativa de mostrar-lhes a mão estendida, dizendo “seja, qual for sua fé religiosa, venha comigo nessa jornada em busca da moral espiritual que nos faz progredir como seres humanos.”
Se espíritas, católicos, evangélicos, budistas, umbandistas, muçulmanos, agnósticos, ateus ou de outras denominações, o que deve importar é que na Terra, o amor que buscamos como ideal se traduz na forma moral como agimos; e essa moral não tem necessidade de bandeira alguma.
Ser espírita, nesse contexto, é apenas prestar mais atenção aos sinais da vida para aproveitar melhor as oportunidades para evoluir.
karinizumi11

Sobre Vania Mugnato de Vasconcelos

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