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Entrevista com Mozart

Qual o mundo que habitas? Ali és feliz?

Resp. – Júpiter. Nele desfruto de grande calma; amo a todos os que me rodeiam; não temos ódio

Dir-te-ei o que em nosso mundo entendemos por melodia. Por que não me evocaste mais cedo? Ter-te-ia respondido.

O que é melodia?

Resp. – Para ti muitas vezes é uma lembrança da vida passada; teu Espírito recorda aquilo que entreviu num mundo melhor.

No planeta em que habito – Júpiter – há melodia em toda parte: no murmúrio da água, no crepitar das folhas, no canto do vento; as flores sussurram e cantam; tudo torna os sons melodiosos. Sê bom; conquista esse planeta por tuas virtudes; bem escolheste, cantando a Deus: a música religiosa auxilia a elevação da alma. Como gostaria de vos poder inspirar o desejo de ver esse mundo onde somos tão felizes! Todos somos caridosos; tudo ali é belo e a Natureza é tão admirável! Tudo nos inspira o desejo de estar com Deus. Coragem!

Coragem! Acreditai em minha comunicação espírita: sou eu mesmo que aqui me encontro; desfruto do poder de vos dizer o que experimentamos; possa eu vos inspirar bastante o amor ao bem, para vos tornardes dignos desta recompensa, que nada é ao lado de outras a que aspiro!

Nossa música é a mesma em outros planetas?

Resp. – Não; nenhuma música poderá vos dar uma idéia da música que temos aqui: é divina! Oh! Felicidade! Faz por merecer o gozo de semelhantes harmonias: luta! coragem! Não possuímos instrumentos: os coristas são as plantas e as aves; o pensamento compõe e os ouvintes desfrutam sem audição material, sem o auxílio da palavra, e isso a uma distância incomensurável. Nos mundos superiores isso é ainda mais sublime.

Qual a duração da vida de um Espírito encarnado em outro planeta que não o nosso?

Resp. – Curta nos planetas inferiores; mais longa nos mundos como esse em que tenho a felicidade de estar; Em Júpiter ela é, em média, de trezentos a quinhentos anos.

Haverá alguma vantagem em voltar-se a habitar a Terra?

Resp. – Não; a menos que seja em missão, porque então avançamos.

Não se seria mais feliz permanecendo na condição de Espírito?

Resp. – Não, não! Estacionar-se-ia e o que se quer é caminhar para Deus.

É a primeira vez que me encontro na Terra?

Resp. – Não; mas não posso falar do passado de teu Espírito.

Eu poderia ver-te em sonho?

Resp. – Se Deus o permitir, far-te-ei ver a minha habitação em sonho, e dela guardarás lembrança.

Eu poderia ver-te?

Resp. – Sim; crê e verás; se tivesses mais fé, ser-nos-ia permitido dizer o porquê; tua própria profissão é um laço entre nós.

Como entraste aqui?

Resp. – O Espírito atravessa tudo.

Estás ainda muito longe de Deus?

Resp. – Oh! Sim!

Melhor que nós, compreendes o que seja a eternidade?

Resp. – Sim, sim, mas não o podeis compreender no corpo.

Que entendes por Universo? Houve um início e haverá um fim?

Resp. – Segundo vós o Universo é a Terra! Insensatos! O Universo não teve começo nem terá fim; considerai que é obra de Deus; o Universo é o infinito.

Que devo fazer para aperfeiçoar o meu talento?

Resp. – Podes evocar-me; obtive a permissão de inspirar-te.

Quando eu estiver trabalhando?

Resp. – Certamente! Quando quiseres trabalhar, estarei perto de ti algumas vezes.

Ouvirás a minha obra? (uma obra musical do interpelante).

Resp. – És o primeiro músico que me evoca; venho a ti com prazer e ouço as tuas obras.

Como explicar que não tenhas sido evocado?

Resp. – Fui evocado; não, porém, por músicos.

Por quem?

Resp. – Por várias damas e curiosos, em Marselha.

Vês minha mãe?

Resp. – Ela está reencarnada na Terra.

Em que corpo?

Resp. – Nada posso dizer a propósito.

E meu pai?

Resp. – Está errante para auxiliar no bem; fará tua mãe progredir; reencarnarão juntos e serão felizes.

Ele me vem ver?

Resp. – Muitas vezes; a ele deves teus impulsos caritativos.

Foi minha mãe quem pediu para reencarnar-se?

Resp. – Sim; tinha grande vontade de elevar-se por uma nova prova e adentrar num mundo superior à Terra; já deu um passo imenso nesse sentido.

Que queres dizer com isso?

Resp. – Ela resistiu a todas as tentações; sua vida na Terra foi sublime, comparada com seu passado, que foi o de um Espírito inferior. Assim, já galgou alguns degraus.

Havia escolhido, então, uma prova acima de suas forças?

Resp. – Sim, foi isso.

Quando sonho que a vejo, é ela própria que aparece?

Resp. – Sim, sim.

Obrigado, Mozart; adeus.

Resp. – Crede, crede, estou aqui… Sou feliz… Crede que há mundos acima do vosso… Crede em Deus… Evocai-me mais frequentemente, e em companhia de músicos; ficarei feliz em vos instruir e em contribuir para a vossa melhoria, e em vos ajudar a subir para Deus.

Postado por Fernando Rossit

Revista Espírita de 1858

Originally posted 2015-05-26 14:42:20.

Sobre Fernando Rossit

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Fernando Rossit é funcionário público e reside em São José do Rio Preto. Espírita desde 1978, atua em várias tarefas nas casas espíritas "Associação Espírita Allan Kardec" e "Centro Espírita Irmão Gerônimo".

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