segunda-feira , agosto 20 2018
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É adequado mães paupérrimas darem à luz filhos que irão cair na maior miséria?

É comum se ouvir pessoas reprovando mães pobres, já com alguns filhos sustentados penosamente, que engravidam de novo e dão à luz mais um cidadão miserável.

Equívoco resultante da falta de perspectiva espiritual.

Ninguém nasce pobre ou miserável por engano ou obrigado.

A escola terrestre não é um parque de diversões onde só se valorize o conforto material e o deleite com os bens que o dinheiro traz. É ESCOLA, e onde cada programa pessoal só tem por objetivo o progresso que constroi a ventura do espírito. É também abençoado HOSPITAL, onde o corpo físico é o escoadouro das mazelas energéticas do espírito; e a um doente grave, pouco importa o gosto do medicamento imprescindível para seu alívio.

É adequado mães paupérrimas darem à luz filhos que irão cair na maior miséria?

“O destino de qualquer criatura é previamente traçado antes de sua encarnação, e a “Administração Divina” jamais elabora programas absurdos, injustos ou impossíveis. O espírito que se materializa no ventre da mulher terrena, apesar de onerado por mil dificuldades, há de viver e cumprir o seu destino, que é o resultado específico da soma das virtudes e dos vícios perpetrados em suas encarnações anteriores.

Então, nascer mesmo no seio da indigência é desejável?

“Não há qualquer imprudência, leviandade ou negligência por parte dos mentores espirituais, quando decidem sobre determinado destino humano, considerado pelos homens justo ou injusto. Tudo é examinado, programado, de modo a favorecer o encarnante quanto à sua vida ESPIRITUAL, pois o resto é simples acessório de vivências carnais transitórias.

Cada homem vive o esquema necessário ao seu carma passado, quer ele venha a nascer num tugúrio infecto ou num palácio dourado. Jamais receberá proventos e favorecimentos indevidos; nunca pagará dívidas e contas que ele não assumiu”.

“Em face das reduzidas oportunidades de reencarnações para os espíritos aflitos, precisando pagar seus débitos, para eles pouco importa se renascerem no mundo físico através de mãe milionária e de elevada condição social, de mãe paupérrima e com dificuldade de sobrevivência, ou por intermédio do ventre materno de uma prostituta.

Quem necessita urgentemente de um traje protetor para cumprir suas tarefas nos ambientes terrenos, pouco se importa com a marca e a qualidade da vestimenta; mas aflige-se para envergar o mais cedo possível o agasalho capaz de aliviar a sua terrível necessidade espiritual”.

DEVERÍAMOS HONRÁ-LAS E RESPEITÁ-LAS

As mães pobres ou miseráveis que ainda oportunizam a mais um espírito o abençoado retorno ao hospital-escola terrestre receberão muito mais créditos espirituais pelo heroísmo e por evitarem o crime hediondo do aborto. Deveriam merecer da sociedade – de nós! – todo o amparo e respeito.

Mudemos nossa ótica à luz do conhecimento da Vida Maior, e não da visão míope da sociedade que ignora o verdadeiro sentido da existência.

Respeite e honre sua funcionária, faxineira, cozinheira, diarista ou vizinha, e estenda-lhe amoroso auxílio nesse momento em que exercerá o papel mais honroso da humanidade: o de médium da Vida.

Ramatís, em Sob Luz do Espiritismo.

Sobre Fernando Rossit

Fernando Rossit é funcionário público e reside em São José do Rio Preto. Espírita desde 1978, atua em várias tarefas nas casas espíritas "Associação Espírita Allan Kardec" e "Centro Espírita Irmão Gerônimo".

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