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Corinthians X Palmeiras

Corinthians X Palmeiras                                                                            Por Abilinho Del’Arco

 

É sabido que o brasileiro é apaixonado por futebol. Na Copa do Mundo vimos a mobilização em torno deste esporte a ponto de afetar a economia de um país. Mas minha reflexão é sobre esta magia do esporte, mais notadamente o futebol. As ações e reações de algumas pessoas variam ao infinito, dependendo de como esteja seu time do coração. Já fui torcedor do Corinthians fanático quando tinha 17 anos a ponto de me tornar presidente da “Gaviões da Fiel” de Rio Preto. Naquela época frequentava os estádios com assiduidade, não perdendo nenhum clássico em São Paulo e assistia a todos os jogos no interior. Por princípios, não xingava o juiz nos estádios, e, para não ficar para trás dos “manos” ao meu lado na arquibancada, arriscava uma ofensa ao juiz gritando bem alto: “sua mãe não é homem…”.  Hoje, apesar de gostar do time, não sou nem 1% do que era… graças a Deus, ou, graças ao amadurecimento que adquiri com o passar do tempo.

 

Mas uma coisa ainda me chama atenção nessa coisa de torcer para o time de seu coração, algo comum para todos nós. É que muitas vezes não torcemos só para nosso time, mas torcemos principalmente para que o time adversário, o time rival, perca seu jogo. Aí, paro para analisar e vejo que o torcedor, às vezes, fica mais satisfeito com a derrota do rival do que se o seu time tivesse vencido.

 

E é ai que chego ao ponto principal deste artigo: será que eu torço contra a equipe rival porque ele interfere na classificação do meu time ou porque tenho amigos, pessoas chegadas a mim que torcem pelo time rival e eu não gostaria que eles tivessem sucesso? Há situações em que o time rival joga contra um time de outro país, num torneio em que o meu time não está jogando, e mesmo assim, torço contra o rival. Será que não estamos torcendo contra a felicidade do amigo ou parente? Quem é amigo de verdade não gostaria de vê-lo feliz? Quando vamos visitar um amigo doente, não desejamos de todo o coração que ele se restabeleça? Não desejamos “tudo de bom” numa viagem a ser feita por ele? E porque não torcemos para que o time dele, naquela oportunidade, que não envolve o meu time, vença o jogo?

 

Fico aqui pensando como Chico Xavier, corinthiano declarado, agiria: “Ah, meu filho, deixe eles ganhar… nós já ganhamos muitas partidas, e afinal, prefiro estar ao lado de amigos alegres ao invés de gente triste e desanimada”.

 

Aprendemos na Doutrina Espírita que o que importa é o que sai do nosso coração. Se ficamos “envenenados” com a vitória do outro, significa que precisamos rever nossos pensamentos e atos. Somos o que pensamos. O Espiritismo nos ajuda a ser melhor pessoa, a pensar e desejar o bem de todos, inclusive daquele fanático torcedor, muitas vezes barulhento e gozador. Aprendi que quanto mais eu respeito o torcedor do time rival, mais ele me respeita também.

 

Portanto, se for o seu caso, de ter um amigo, cunhado, irmão, tio ou simplesmente alguém de sua relação que torce para outro time que não o seu, pare um instante e reflita como você lida com o assunto acima. Gostaria de saber sua opinião…

 

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