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Chopin: Sou Sombrio e Triste

Chopin, poderíeis dizer-nos em que situação vos encontrais como Espírito?

Resp. – Ainda errante.

Tendes saudades da vida terrena?

Resp. – Não sou infeliz. 

Sois mais feliz do que antes?

Resp. – Sim, um pouco.

Dizeis um pouco, o que significa que não há grande diferença. O que vos falta para serdes mais feliz?

Resp. – Digo um pouco em relação àquilo que poderia ter sido, porque, com minha Inteligência, eu poderia ter avançado mais do que o fiz. 

Esperais alcançar um dia a felicidade que vos falta atualmente? 

Resp. – Certamente ela virá. Antes, porém, serão necessárias novas provas.

Disse Mozart que sois sombrio e triste. Por quê?

Resp. – Mozart disse a verdade. Entristeço-me por haver empreendido uma prova que não realizei bem e por não ter mais coragem de recomeçá-la. 

Como considerais as vossas produções musicais?

Resp. – Eu as prezo muito, mas em nosso meio fazemo-las melhores; sobretudo as executamos melhor. Dispomos de mais recursos. 

Quem são, pois, os vossos executantes?

Resp. – Sob nossas ordens temos legiões de executantes que tocam nossas composições com mil vezes mais arte do qualquer um dos vossos. São músicos completos. O instrumento de que se servem é, por assim dizer, a própria garganta; são auxiliados por alguns instrumentos, espécies de órgãos de uma precisão e de uma melodia que, parece, ainda não podeis compreender. 

Sois errante? 

Resp. – Sim; isto é, não pertenço, com exclusividade, a nenhum planeta.

Os vossos executantes também são errantes? 

Resp. – Errantes como eu.

Reconheceis aqui um de vossos alunos? 

Resp. – Sim, parece.

Assistiríeis à vontade a execução de um trecho de vossa composição? 

Resp. – Isso me dará muito prazer, sobretudo se executado por alguém que de mim guardou uma boa recordação. Que ela receba os meus agradecimentos.

Qual a vossa opinião sobre a música de Mozart? 

Resp. – Aprecio-a bastante. Considero Mozart como meu mestre.

Partilhais de sua opinião sobre a música de hoje? 

Resp. – Mozart disse que a música era mais bem compreendida em seu tempo do que hoje: isso é verdade.

Entretanto, objetarei que ainda existem verdadeiros artistas. 

Postado por Fernando Rossit

Revista Espírita de 1859 – Allan Kardec

Sobre Fernando Rossit

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Fernando Rossit é funcionário público e reside em São José do Rio Preto. Espírita desde 1978, atua em várias tarefas nas casas espíritas "Associação Espírita Allan Kardec" e "Centro Espírita Irmão Gerônimo".

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