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Antiguidade e Modernidade

Há um contraste bastante significativo na sociedade humana.

Se por um lado desenvolvemos tecnologias de comunicação e informação extraordinárias; veículos de transporte mais sofisticados e confortáveis; moradias mais seguras e bonitas; roupas e calçados de todo tipo; produtos alimentícios multivariados; medicamentos e tratamentos médicos moderníssimos e etc. Por outro, temos ainda hoje, entre nós, o descaso para com o espiritual; a presença do egoísmo, do orgulho e da vaidade; a sensualidade e o exibicionismo; o desequilíbrio sócio-moral; a ignorância cultural e a  litigância religiosa e etc.

Esse contraste evidencia a nossa pouca consciência sobre o que, verdadeiramente, deveria nos interessar, que é a evolução moral do espírito imortal.

Não estamos negando os avanços morais alcançados pelo homem moderno, mas é que o panorama humano ainda se mostra carregado de infantilidade espiritual, com a busca pelo prazer momentâneo, fugidio e aparente, em detrimento dos sentimentos de fraternidade e imortalidade.

O progresso moral é inevitável e teremos que efetuá-lo em maior ou menor tempo. Ocorre, no entanto, que se nos atrasarmos há a possibilidade de prejudicarmos aqueles que avançam. E, para que o equilíbrio natural se dê, separa-se, por mecanismo da providência divina, o joio do trigo juntando os iguais, mas separados por classe.

Estamos em um ponto onde a modernidade proporcionada pelo desenvolvimento do intelecto convive com a antiguidade de nossos valores morais e, como somos criaturas, estamos sujeitos ao Criador que na sua perfeição não comete erros, e que se Ele permite o atual estado de coisas é porque dessa situação tirará proveito para educar seus filhos, fazendo com que cada um experimente o resultado daquilo que produziu.

Essa experiência impulsiona a consciência para um novo estágio de entendimento e uma consequente reformulação dos valores espirituais, traduzindo-se em novo comportamento, cada vez mais espiritualizado e distanciado da materialidade que nos subjuga. E não nos esqueçamos que à medida que nos tornamos mais conscientes, mais nos tornamos responsáveis, não só para o aumento da velocidade do nosso progresso, como também pelo auxílio que devemos à sociedade humana na qual estamos inseridos, por força da Lei de Amor que pede para fazermos aos outros o que gostaríamos que nos fosse feito.

Pensemos nisso.

Antônio Carlos Navarro

Antiguidade e modernidade

Nota do editor:
Imagem ilustrativa e em destaque disponível em
<http://queaprendemoshoy.com/comprar-tirar-comprar-el-secreto-de-la-obsolescencia-programada/>. Acesso em: 03MAI2016.

Sobre Antonio Carlos Navarro

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Espírita de São José do Rio Preto - SPFrequentador e Dirigente do Centro Espírita Francisco Cândido Xavier em São José do Rio Preto, SP. Estudioso, palestrante e editor de inúmeros textos e conteúdo EspíritaGênero de livros Espírita que prefere: Mediunidade, DoutrinárioIniciou seus primeiros contatos com a Doutrina Espirita: 1986

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