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A Obsessão Espiritual e as Redes Sociais

Um fato que há muito tempo tem chamado minha atenção é a atual dependência das pessoas em internet, especialmente em redes sociais e em smartphones. Como psiquiatra e espírita, eu não poderia deixar de fazer uma reflexão sobre o tema.

Percebo uma quantidade imensa de pessoas alienadas da realidade. Quando vou a um restaurante, por exemplo, fico a observar as mesas. E o que vejo? Grupos de amigos, casais e famílias inteiras sem conversarem entre si, todos olhando para um celular. Não duvido que alguns até podem estar interagindo entre si, mas…. pelo WhatsApp ou pelo Messenger.

Seria isto saudável do ponto de vista mental e espiritual? Acho pouco provável.

O que tem levado a tantas confusões e agressões gratuitas nas redes sociais?

Bom, por trás de um computador, smartphone, tablet ou de qualquer dispositivo eletrônico existe um ser humano. E na frente também. E este ser humano nada mais é do que um espírito encarnado. E como tal, passível de muitos problemas, especialmente da obsessão.

E o que o espiritismo tem a nos dizer sobre a dependência em internet?

Já não é de hoje que espíritos amigos nos tem alertado, através de mensagens psicografadas, que a hipnose pela internet seria uma das mais espertas táticas das trevas para dominar a Terra. E eu sinto informar: eles estão conseguindo.

No livro A Marca da Besta, psicografado por Robson Pinheiro, encontramos:

“As relações humanas globalizaram-se, internacionalizaram-se a tal ponto, que se torna impossível imaginar, no atual estágio da humanidade, uma forma de se viver sem o uso da internet e da informática, que a cada dia dá passos mais avançados em torno de novas e diversificadas descobertas. Mas essa revolução do conhecimento, da informação e da inteligência humana, não passa incólume diante da ação de espíritos muito mais experientes do que os homens encarnados. Sob esse prisma, buscamos estudar como a hipnose e a indução magnética estão se tornando também cada vez mais difundidas e globalizadas, usando os recursos da mídia, da tecnologia e do ciberespaço. Não há como circunscrever a atuação dos espíritos das sombras e, lamentavelmente, vemos avançar também as modernas técnicas de obsessão, com o aparecimento da internet e dos meios de comunicação mais modernos. O uso de drogas virtuais, a dependência crónica de salas de bate-papo, chats, redes sociais, entre outras ferramentas, têm contribuído, também, para a derrocada dos valores morais, éticos e humanitários pois, através desses mecanismos, os lares são invadidos, perde-se a privacidade, e o domínio das mentes torna-se algo muito mais real do que nos filmes de ficção.”

Como disse acima o Guardião Anton, não é mais possível viver sem internet, mas eu acredito que não precisamos exagerar, pois estamos vendo nascer uma geração de pessoas infelizes, briguentas, amargas. E o que está faltando? Amor, interação pessoal, amizade de verdade.

Sim, as pessoas estão chatas e extravasam, muitas vezes, seu vazio existencial e suas frustrações nas redes sociais, seja atacando, seja usando em demasia. Não se abraçam mais, não telefonam mais, não fazem mais visitas regulares a amigos e parentes. É quase tudo através de texto. E mesmo que estejam em meio a natureza, numa praia ou cachoeira, lá está o smartphone para pegar o melhor ângulo de um selfie que será postado em alguma rede social.

Falta toque, faltam palavras, falta olhar. E não é isto que os espíritos das trevas querem de nós?

Em um blog chamado Espiritismo da Alma, encontrei o seguinte trecho:

“Vemos que muitas vezes um post cheio de ódio e intolerância atrai odiadores e intolerantes, assim como um pensamento odioso ou intolerante atrai espíritos dessa estirpe que aproveitando da abertura mental criada por esses pensamentos no ser encarnado, influenciam e manipulam pensamentos de forma a criar uma tensão social através de redes sociais, gerando um clima de instabilidade emocional nas pessoas. Isso parece uma teoria da conspiração não é? mas em relatos de livros espíritas diversos como os da série de André Luiz, psicografados por Chico Xavier, mostra-se que as legiões malignas de espíritos contrários as leis de ordem e de progresso do planeta buscam de forma incessante o desequilíbrio e a agitação em favor de seus planos perversos de dominação e poder.”

Então meus queridos irmãos, como espiritualistas e conhecedores que algumas revelações importantes, devemos refletir sobre o uso que cada um de nós vem fazendo dos dispositivos eletrônicos. É claro que não precisamos abandonar a tecnologia que tanto nos auxilia no dia a dia em diversos setores da vida. O que precisamos é de bom senso, fazendo um uso equilibrado, evitando as discussões desnecessárias e, de preferência, deixando o celular desligado quando estivermos com nossos entes queridos.

Lembremos sempre que, mais importante do que uma boa sessão de desobsessão é evitarmos este processo complexo, mantendo sempre um bom padrão vibratório e cuidando com afinco da nossa reforma íntima. Orando e vigiando.

Não quero, de forma alguma, parecer careta e antiquada. Adoro tecnologia. Graças a ela estou aqui conversando com vocês e difundindo livros incríveis. A questão é que eu acredito que o exagero, o mal uso, está nos afastando do que é realmente importante e, certamente, colheremos amargos frutos mais tarde. Não quero ser um zumbi da era digital. E você?

Que nosso amado Mestre Jesus e todos os Orixás nos abençoe hoje e sempre.

Fonte: http://www.blogdolivroespirita.com/2015/11/a-obsessao-espiritual-e-as-redes-sociais.html

Sobre Fernando Rossit

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Fernando Rossit é funcionário público e reside em São José do Rio Preto. Espírita desde 1978, atua em várias tarefas nas casas espíritas "Associação Espírita Allan Kardec" e "Centro Espírita Irmão Gerônimo".

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