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A Hora e a Vez Das Mulheres

Sidney Fernandes

Não importa o resultado da cerimônia do Oscar do dia 25 de abril de 2021. Pela primeira vez, em 93 edições da premiação concedida pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, mais de uma mulher foi indicada para concorrer na categoria de melhor direção. As representantes do gênero feminino — a chinesa Chloé Zhao (do filme Nomadland) e a britânica Emerald Fennell (do filme Bela Vingança) — se tornaram vencedoras, pois, ineditamente, elas foram escolhidas para concorrer a uma das estatuetas mais almejadas da disputa.

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James Miranda Stuart Barry nasceu nas últimas décadas dos anos de mil e setecentos. Além da família, James contou com o apoio de pessoas importantes para superar os obstáculos em direção ao estudo da medicina. Sua trajetória por muitos países foi marcada por melhores condições de vida da população, dos soldados e dos presos. Aposentou-se em 1859, como general de brigada.

Por que estamos falando do Dr. Barry? O que ele tem a ver com o valor das mulheres? Por causa de uma singular descoberta ocorrida na manhã de 25 de julho de 1865, no seu leito de morte. Quando Sophia, a encarregada de preparar o seu corpo, levantou sua camisa de dormir para lavar o corpo do médico, descobriu o segredo que ele havia conseguido esconder por toda a vida: “Ele” era “Ela”, uma mulher que, pelas marcas em seu abdômen, havia tido um filho.

Essa verdade representou um dos maiores escândalos da era vitoriana do Reino Unido e foi abafada durante muitos anos. Dr. Barry, um dos mais respeitados cirurgiões do mundo de sua época, havia sido uma mulher e driblara as proibições que impediam mulheres de serem médicas.

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Antes mesmo da época de Jesus, o Judaísmo considerava a mulher mercadoria condenada ao cativeiro. Com Jesus, houve a inauguração de uma nova era para as esperanças femininas. O Espiritismo deu sequência a esse processo de libertação. Em O Livro dos Espíritos, Allan Kardec ressalta que a diferença entre os sexos se restringe aos gêneros da organização física, porquanto o espírito pode renascer com um sexo ou com outro, sendo lícita a igualdade de direitos entre o homem e a mulher, diferenciando-se apenas suas respectivas funções.

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As conquistas femininas foram precedidas de muita luta e determinação, em face do preconceito e da truculência masculina, no transcurso de séculos de opressão à mulher. Espíritos conscientes de suas responsabilidades reencarnatórias começam a superar as limitações e valorizarão as virtudes de cada vida, tenha ela sido em corpo feminino ou em corpo masculino, para melhor aproveitarem sua experiência evolutiva.

Sobre Sidney Fernandes

Sidney Fernandes (1948@uol.com.br) nasceu em Bauru, em 1948. Gerente do Banco do Brasil e Empresário, hoje está aposentado e se dedica integralmente à veiculação do Espiritismo. Participou ativamente da Mocidade Espírita até integrar-se ao Centro Espírita Amor e Caridade de Bauru (SP). Escritor e orador profere palestras em várias cidades brasileiras. Veja página deste Autor

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