terça-feira , outubro 16 2018
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A Dermatologia e o Espírito

Dra. Jane Maria Modena Bassi

Através da Dermatologia, estudamos as manifestações cutâneas. A pele é o maior órgão do nosso organismo físico e, por estar completamente ligada ao Sistema Nervoso Central (SNC), nela se encontram muitos receptores de sensibilidade e sensações, além de terminações nervosas. Aliás, essa ligação existe desde a formação embrionária. Parte da pele, como a epiderme, vem do mesmo folheto embrionário que o SNC.

Nosso organismo funciona num sistema de rede, todo interligado, e a pele é um dos órgãos desse sistema. Ela envolve todo o nosso organismo físico, contendo-o, e, através dela, nos colocamos em contato com o mundo, com as pessoas. Portanto, é um órgão de exteriorização das nossas emoções. É também um caminho de drenagem de muitas emoções, através de substâncias, os neuropeptídeos, e tantas outras, as moléculas das emoções, que vão do cérebro até as nossas células da pele.

Expressamos nossas emoções através da pele. Ou seja, existe uma ligação direta com nossa alma, que se expressa através dela. Estudos de terapias a vivências passadas vêm demonstrando que existem correlações entre algumas doenças de pele, hoje, com situações de traumas emocionais com lesões cutâneas graves e as outras vivências anteriores nesta ou em outras vidas.

A verdade é que, através de pequenas lesões dermatológicas, os pacientes trazem grandes dramas existenciais a serem revelados. Algumas vezes, aquela lesão pequena, aparentemente sem importância, traz uma grande oportunidade de conhecermos mais sobre aquela alma necessitada de esclarecimentos e cura verdadeira.

O que eu tenho vivenciado com diversos pacientes é que em algumas doenças, como vitiligo e psoríase, por exemplo, existe uma vivência de “perdas importantes”, como de entes queridos, separações dos pais, medo muito grande de perda da própria vida (acidentes graves) e perda emocional do cônjuge (por exemplo, uma traição). Elas podem desencadear as doenças.

Se o médico estiver atento e procurar prestar atenção, lembrar que ali está um ser espiritual cheio de vivências, poderá aproveitar para sentir melhor a verdadeira “queixa principal” e esclarecê-lo sobre a imortalidade da alma.

Da minha vivência em consultório, levei à edição deste ano do Mednesp dois casos de mães que perderam seus filhos e estavam vendo aparições deles próprios. Uma delas, uma senhora de mais ou menos 50 anos, me procurou porque queria tratar de “manchas nas mãos”, mas acabou me contando que havia perdido seus dois únicos filhos, vinha sofrendo imensamente e estava bastante aflita, a ponto de duvidar da sua sanidade mental – ela os via com frequência e achava que estavam precisando de algo. Ao esclarecê-la sobre nossa imortalidade e explicar a reencarnação, ela ficou muito aliviada e me deu um abraço inesquecível. Muito agradecida, pediu-me que continuasse a esclarecer os pacientes daquela maneira.

A outra, jovem mãe, tinha uma lesão pequena nas mãos, uma disidrose simples. Ao perguntar se estava passando por algum estresse que justificasse a lesão, contou-me que havia perdido um filho de dois anos, em um acidente, mas tinha outra criança, precisava estar bem e cuidar dela, enquanto, muitas vezes, queria chorar de saudade e tristeza. Ela estava ainda “chorando pelas mãos”. Mas tinha certeza que seu filho vivia: já o havia visto entrar em seu quarto, brincando alegre, e escutado ele dizer que onde estava não tinha mais perigo, respondendo a um pedido seu para que tomasse cuidado.

Acredito que ora ajudamos, ora somos ajudados. Nessas vivências, agradeço a Deus por encaminhar esses pacientes até mim. A necessidade de esclarecimentos é grande e a verdade é libertadora. Dessa forma, contribuímos com a Medicina da alma.

Tenho visto que alguns pacientes, ao tomarem consciência do trauma, ao perceberem o que desencadeou a doença, resolvem curar-se, tomam uma decisão importante e com conteúdo de resolução firme e determinado: autocura, ou a cura quântica, como nos ensina o físico Amit Goswami em seu livro O Médico Quântico. Esse é o melhor. Fico feliz também em ver que pesquisadores vêm chegando a essa verdade que a Doutrina Espírita nos ensina e que Jesus tanto nos demonstrou através da Medicina da alma, curando os doentes e dizendo: A tua fé te curou.

Jane Maria Modena Bassi é dermatologista pela Unesp de Botucatu (SP), com especialização em Psicologia Regressiva Transpessoal, e presidente da Associação Médico-Espírita de Sorocaba (SP)

Sobre Fernando Rossit

Fernando Rossit é funcionário público e reside em São José do Rio Preto. Espírita desde 1978, atua em várias tarefas nas casas espíritas "Associação Espírita Allan Kardec" e "Centro Espírita Irmão Gerônimo".

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